Eles estão chegando!

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Conto? Não conto? Me empolgo? Disfarço?…

Conto, né? Melhor contar!

No ano passado, quanto estive participando da Semana do Queijo Artesanal, fiquei encantada com um café que cresce em meio à floresta no estado de Pernambuco.

Pernambuco não é tradicionalmente uma região considerada importante para o café de categoria especial, certificado. No entanto, o café que cresce naquelas bandas não pode ser mais doce e saboroso. A fazenda produtora – Yaguara – conserva os pés de café há anos, espalhados aleatoriamente na floresta, que, sim, eles insistem em conservar. Não se trata de uma produção tradicional, de quilômetros e quilômetros de terra plantada.

Eu nunca tinha visto isso. Achei genial. E, por estarem os pezinhos de café espalhados na fazenda toda, é claro que a colheita só poderia ser manual.

Além disso, atualmente eles estão desenvolvendo processos de fermentação dos grãos, o que contribui para a melhoria do resultado na xícara. Lembra que conversamos sobre fermentação aqui?  E, se não bastasse, a Yaguara é uma fazenda que se preocupa com a própria torra. Em cafeterias pequenas, como a minha, não é possível torrar o café localmente, investir em um torrefador, ter um mestre de torras preparado para liderar com as nuances do grão e fazer blends complexos e saborosos. Então, é muito importante que a fazenda produtora se aprofunde no conhecimento do seu produto e desenvolva uma torra que só irá valorizá-lo. Ótimo. Eles fizeram isso.

Então.

O resultado desse trabalhão todo chega provavelmente na semana que vem por aqui. A Tatiana, responsável pela fazenda, me mandou um doce e-mail dizendo que os pacotinhos já estão a caminho! Alegira, alegria!

Assim, tem novidade no nosso café na semana que vem!

Ainda continuaremos com o Unique, que tem o meu coração por ser um grão de alta complexidade e receber igualmente um tratamento cuidadoso. O selo orgânico deles tem me surpreendido a cada pedido.

Se tudo der certo, ficaremos com os dois!

Passa aqui para experimentar e dizer o que você mais gosta?

Logo mais aviso da chegada desse capricho pernambucano!

Imagem: Cafezine (vale a visita)

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Lulu quer fazer uma sessão de degustação de cafés. Quem topa?

{Café} Queijos e outros assuntos

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No último domingo eu fui participar de um evento lindo. =)

Meio de pára-quedas, cheguei no número 724 da R. Treze de Maio, no Bixiga, aqui em São Paulo. Era cedíssimo, mas eu não queria perder o horário. A Casa da Treze é uma casa incrível, tombada, construída em 1929 e restaurada em 2011 para receber eventos intimistas.

E, bem, foi nesse espaço que o pessoal do Mestre Queijeiro resolveu promover o último dia da Semana do Queijo Artesanal, que começou no dia 16/07 e terminou em 20/07 (domingo) com um ciclo de palestras e sessões de degustação.

Eu fui para saber mais sobre a harmonização dos cafés com queijos artesanais brasileiros, palestra marcada para às 10h00, que seria seguida pelas harmonizações de queijos com cachaça, queijos com vinho e, por último, queijos com cerveja.

O time escalado para essas sessões era composto por pessoas de peso. Na palestra de cafés, estava a especialista Isabela Raposeiras do CoffeeLab e a Tatiana Peebles, da fazenda Yaguara.

Queridas de tudo, a Tatiana contou sobre a experiência de plantar café em meio a floresta, em Pernambuco, e a Isabela sobre os percepções que devemos estar atentos no café quando fazemos harmonizações.

Dei muita sorte, porque depois de visitar a lojinha do Mestre Queijeiro montada ali, e arrematar meio quilo de queijo meia-cura, goiabada caseira e um pacotinho do café da Tatiana, os organizadores do evento abriram para participação nas palestras da tarde.

E eu amei!

O time da tarde não deixou por menos! Foi uma delícia ouvir o estudo da professora Dra. Célia Lúcia de Luces Fortes Ferreira da Universidade Federal de Viçosa sobre o queijo mineiro feito com leite cru, as conquistas que esses estudos tem alcançado em conjunto aos produtores rurais, a contribuição desses trabalhos para a legislação federal e, consequentemente, o alcance a novos consumidores e a valorização dessa produção que, antes de tudo, é cultural.

O encerramento ficou com a doce produtora de queijo de cabra, Heloísa Collins, do Capril do Bosque, em Joanópolis (SP) que abriu meus olhos para a variedade de queijos saborosos derivados de leite de cabra.

Eu fui pensando em café e aprendi tanto, tanto com todos que estavam lá, que não podia deixar de compartilhar e torcer para o pessoal do Mestre Queijeiro e todo o time de especialistas, produtores, estudiosos, que os circundam, que promovam novos encontros como esse.

O trabalho do Mestre Queijeiro em juntar essas pessoas é de uma beleza inenarrável e, mais do que qualquer coisa, é um exemplo do que precisa ser feito.

Meu muito obrigada ao Bruno e ao Gustavo que me deram essa oportunidade!

 

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Referências:

Obs.: Todas as imagens foram retiradas dos sites mencionados acima. (Casa da Treze, Yagura, Mestre Queijeiro e Capril do Bosque)