Precisamos falar sobre a água

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No final do ano, um colega meu de trabalho observou que eu estava ficando muito estressada com a questão da falta d’água quando lhe contei que estava tentando reduzir o tempo do meu banho para menos de dois minutos.

Quando voltei das férias e comecei a ler os jornais, os comentários nas redes sociais e conversar com os clientes aqui no café, toda a minha preocupação com a falta d’água aumentou ainda mais.

Depois de uma conversa quase surreal sobre a instalação de uma cisterna de 50 mil litros, prevendo um armazenamento para uma seca de 6 meses, a gente aqui da Casa Amarela resolveu calcular a nossa “autonomia”, no caso das torneiras secarem completamente: a conclusão é de que sabemos o quanto gastamos, e sabemos quantos dias aguentamos ficar sem água. O que não sabemos é se essa autonomia será o suficiente. Além, é claro, de que pouco adianta termos água aqui se nossos vizinhos, funcionários, prestadores de serviço não tiverem. Afinal, somos todos co-dependentes!

A partir da crise anunciada no segundo semestre de 2014, o estímulo da redução do consumo de água foi muito importante e conseguimos atingir a meta da redução: 1.000 L/mês. Mas e aí? Continua sendo insuficiente. Diferentemente do que os anúncios da Sabesp previram (“Água. Se economizar não vai faltar.”), mesmo economizando e, apesar da falta de transparência, estamos convencidos de que momentos difíceis virão.

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Ontem conversei com um cliente aqui no Café. Das últimas vezes em que esteve aqui recusou copos, a fim de evitar a necessidade de lavagem, veja só! Se a gente acha que está fazendo muito, tem pessoas que estão fazendo ainda mais, em todos os momentos do dia.

Perguntei o que mais ele estava fazendo para economizar água e ele me falou sobre o reaproveitamento da água da máquina de lavar para reuso em descargas, lavagem de chão e limpeza geral.

O que aflige a cada um de nós não é apenas a falta de informação ou o sensacionalismo midiático, mas o que mais podemos fazer, posto que TODOS dependemos de água, o tempo todo!

A questão do COMO FAZER é tão importante que hoje me deparei com um concurso de tecnologia e inovação que busca e premia projetos que ajudem a solucionar o problema da escassez de água.

Momentaneamente podemos compartilhar formas de captar água e de economizar. Então, aqui vai um compilado de ações que já ouvi por aí, que a SABESP sugere, que encontrei no canal delicioso do MANUAL do MUNDO, no blog da Neide Rigo (o Come-se) e tantos outros fóruns:

Banheiro:

  1. Banhos curtos. Curtos mesmo!
  2. Durante o banho, se conseguir, feche a água enquanto se ensaboa.
  3. Reaproveite a água que escorre enquanto o chuveiro esquenta para reuso em descargas, limpezas e regas
  4. No calor, é normal queremos tomar mais banhos. Mas procure evitar e, para refrescar, molhe um pano limpo e passe no rosto e na nuca. Você vai ver como já vai ajudar!
  5. Feche a torneira enquanto escova os dentes e/ou faz a barba
  6. Não jogue objetos no vaso sanitário. Isso faz com que a quantidade de água para eliminar os dejetos seja muito maior.
  7. Se a sua descarga for de válvula, aperte apenas pelo tempo necessário
  8. Se a sua descarga for do tipo caixa acoplada, verifique se, colocando um tijolo dentro da caixa acoplada ela ainda tem pressão suficiente para funcionar. Se tiver, deixe-o lá. Isso faz com que a caixa encha com uma quantidade menor de litros e você economiza mais água a cada descarga.
  9. Dê menos descarga, utilizando água de reuso (da louça, da máquina de lavar, do banho…) em substituição.

Cozinha:

  1. Passe um guardanapo (pode ser jornal velho também) nos pratos e na louça antes de lavar, descartando a sujeira no lixo antes da lavagem.
  2. Passe a esponja com detergente em toda a louça antes de ligar a torneira.
  3. Enxágue de uma vez e garanta espaço na sua pia para colocar a louça para escorrer. Ficar procurando espaço enquanto a torneira corre também é desperdício.
  4. Tente fazer com que a água do enxágue seja reutilizada em regas, descarga, limpeza, etc, colocando uma vasilha sob a torneira.
  5. Reutilize a água do cozimento, depois de fria, para molhar e adubar suas plantas.
  6. Se for fazer uso de lava-louças, espere até ela estar cheia. E, por favor, nada de passar aguinha antes de colocar a louça na máquina! Se for preciso limpá-la antes, faça com guardanapo ou papel-toalha.
  7. Se estiver bebendo água em casa, reutilize o seu copo o tempo todo, sem precisar lavar a toda hora.

Você sabia que ao se utilizar um copo de água, são necessários pelo menos outros 2 copos de água potável  para lavá-lo? Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância.

Fonte: SABESP

Área de Serviços e Limpeza Geral:

  1. Só utilize a sua máquina de lavar roupa quando estiver cheia. A recomendação da SABESP é de uso até, no máximo, três vezes por semana. 
  2. Procure reutilizar a água da lavagem ou, ao menos, a do enxágue. Isso é possível interrompendo o fluxo e colocando a mangueira de drenagem em um balde, garrafão ou container. Algumas máquinas já tem essa opção no menu.
  3. Se a sua roupa é lavada no tanque, a regra também serve: acumule toda a roupa antes de lavar e utilize a mesma água para molhar e esfregar, deixando a torneira fechada. Água nova apenas para enxágue, que pode ser reutilizada em outras tarefas depois.

Jardins, Piscinas, Calçadas e Carro:

  1. Utilize apenas água de reuso para rega de jardins e lavagem de calçadas
  2. Utilize regador para molhar as plantas e o faça cedo de manhã ou no fim o dia, evitando os períodos mais quentes e a evaporação excessiva
  3. Varra as calçadas no lugar de lavá-las. O mesmo para quintais, terraços e varandas.
  4. Não lave o seu carro. Se for imprescindível, utilize um balde com água no lugar da mangueira. Ou assista a esse vídeo do Manual do Mundo para aprender como lavar o carro com apenas um copo d’água:

5. Cubra a sua piscina, evitando perda por evaporação

Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3,785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente

Fonte: SABESP

Informe. Discuta. Repense.

  1. Imprima uma lista das ações mais fáceis para você e distribua no seu prédio, na sua rua, no seu trabalho.
  2. Estude qual é o consumo de água na sua casa e veja se é possível reduzir e quais são os equipamentos menos eficientes.
  3. Discuta com seus amigos para que eles também vejam a importância de economizar água e procure meios alternativos de coleta e armazenamento
  4. Se você tiver conhecimento, faça uma lista de uma maneira mais simpática para que essas ideias ganhem mais força
  5. Pressione os seus governantes eleitos. Faça com que eles também pressionem os responsáveis por dar, ao menos, um parecer real sobre a situação.

Essas são algumas das ações possíveis. O que mais podemos fazer? Você está fazendo algo diferente? Quer compartilhar com a gente?


  Leia mais:


 

Fontes:

 

 

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{Comida} Pare e repare nº 2

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Hoje acordei cedo porque tinha um compromisso às 8h, com a sorte de poder ir a à pé, mesmo demorando quase uma hora.

Nessas minhas caminhadas às segundas-feiras, repito sempre o mesmo percurso, mas vario o cardápio sonoro. Hoje estava ouvindo o podcast do TRIP FM, que anunciava uma entrevista com o Xico Sá.

Eu adoro o Xico Sá (e a Nina Lemos, que estava conduzindo a entrevista), mas as perguntas estavam pouco objetivas, as respostas vagas, e o Paulo Lima, apresentador do programa, tentava com muito bom humor requentar as meias palavras de uma gravação baixinha e distante, temperando com um belo cardápio musical.

Só que não deu. Foi me dando sono, apagando meu interesse e acabei desligando.

Boa coisa.

Tomei coragem e olhei ao redor.

Nessas, descobri que há mais pés de frutinhas no meu caminho do que eu mesma imaginava.

Consegui identificar jabuticabas, pitangueiras, pés de café (meus queridos que sempre estão pelo caminho).

Arvoredos tímidos, ainda. Com frutinhas miúdas e muito verdes – provavelmente muuuuito azedas, mas não experimentei. =p

Segundo a tabela das frutas da estação do Instituto Akatu, a Jabuticaba só deveria dar frutos em agosto e, a Pitanga, em setembro.

Ainda assim, foi um prazer passear e ter vontade de esperar essas arvorezinhas crescerem, darem seus frutos, e caminhar junto com elas através das estações.

Esbarrei com um limoeiro também. Carregadíssimo, preso dentro de uma casa meio abandonada. Deu dó! Imagina… tivesse ele uns passinhos à frente, poderíamos colher seus frutos na calçada.

Me lembrei agora de quando estava na escola: roubávamos dos arbustos do colégio amoras doces, que manchavam as roupas e as mãos. Às vezes eram azedas e vinham com caretas, outras pintavam o chão de um roxo tão escuro que parecia preto.

E, nesse domingo, consegui parar para reparar: a bananeira da casa da minha irmã deu flor.Olha só a beleza dessas cores…

2014-06-22 13.21.42

E você? Encontra árvores no seu bairro? Já parou para reparar?

#descobrindoSP

 

Fonte:

Instituto AKATU

{Café} Pare e repare

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Não tem dia melhor para falar sobre café do que o sábado, porque é o dia em que a gente supostamente tem tempo.

Tempo para dormir mais um tiquinho, para tomar café da manhã gostoso ou marcar aquele café-amigo com gente que a gente gosta!

(Marca aqui, marca hoje, até às 16h, tá? =pp )

Ah-ham!

Tirando essa desculpa (da boa!), eu vim falar que:

1. Tem cafezal em São Paulo, você sabia?

Localizado no Instituto Biológico, ali são produzidas pequenas frutinhas das variedades Mundo Novo e Catuaí, segundo o site do instituto.

O evento fechado “Sabor da Colheita”, que ocorre entre os meses de maio e junho, marca o início da safra do café e tem cunho didático. Durante esse evento é possível conhecer, colher e degustar o grão produzido no maior cafezal urbano de SP, classificado como tradicional, entre as categorias da ABIC – tradicional, superior e gourmet.

Essa produção não é comercializada, mas doada ao  Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp) .

Você (e eu) pode(mos) visitar o cafezal! É só marcar com antecedência:

Instituto Biológico
Av. Cons. Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, São Paulo, SP Fone: (11) 5087-1751 com Regina Espinazo

2. Tem pé de café por aí. 

Não é de agora que eu passei a reparar: no meu bairro (e provavelmente no seu) tem pezinhos de café enfeitando a nossa cidade.

barista em pé de café SPNesse feriado, me deparei com mais um pé de café, carregadinho de frutinhas – algumas já maduras, outras para amadurecer.

Não me aguentei. Apalpei uma, duas e nhac!, comi uma das frutinhas. Doce, doce, de polpa pouca, mas macia.

Não sei dizer qual a variedade do pé (a barista aqui ainda tem um longo caminho até conseguir identificar esses pés), mas encheu meu coração de alegria!

#descobrindoSP

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Fontes:

Instituto Biológico

Matéria do CCMG

Blog Aprecie Café

Matéria da Fussesp

 Imagens:

Instituto Biológico: http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=12377

Barista e pé de café: Acervo pessoal 😉