{Manual prático de bons modos: cafeteria} Pelos ares

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aeromocas

Vocês sabem que aqui reina o amor, não sabem? E que mesmo que eu conte historinhas aqui e acolá sobre a relação barista-cliente, é só um jeitinho de ajudar a gente a se dar cada vez melhor. Não tem nada mais bacana do que rir dos momentos ~ tensos ~ que passamos juntos. Então, vamos lá para mais um momento ilustrativo desse {manual}…

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Dia de sol. Hora do almoço. Cafeteria lotada. Máquina de café funcionando a todo o vapor, até que…

[Cliente, com semblante sério e acompanhado por mais duas pessoas] Me vê um chá. Dois. Ahm… Três. Mas rápido, tá? Que eu tô com pressa, vou perder o vôo.

[Barista sorri entre xícaras] Chá? Óquei. Vou terminar só de tirar esses cafés e o próximo pedido já é o de vocês!

Tira-se o café dos clientes, entrega-se para os que estavam ali primeiro, corre-se para fazer o chá. Coisa simples e rápida.

Em menos de dois minutos as xícaras estavam ali, reinando na mesinha, com a ampulheta para contar os minutos necessários para infusão.

Veja bem. Chá tem tempo de infusão, certo?

Er…rado?

Não para o fofo, amor, coisa-querida-da-tia-lu. Olha só.

[Cliente, impaciente] Quanto tempo eu tenho que esperar?

[Barista] Ahm. Para esse blend, senhor, o recomendado são três minutos de infusão.

Cliente bufa e começa a tomar o chá naquela hora, daquele jeito mesmo. Meio água saborizada, sei lá. Barista se retira silenciosamente para não atrapalhar o momento. Dali a pouco, cliente aparece no balcão com a xícara na mão.

[Cliente] Dá para trocar a xícara, por favor? Está muito quente esse negócio, não dá para tomar! Vou perder o meu vôo!

{Manual prático de bons modos em cafeterias: Tá com pressa? Respira fundo. A Barista não tem nada-que-ver com a sua pressa. Que tal algo geladinho?! Ou, talvez, para viagem, hein?}

 

Imagem: Pinterest

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Esse {Manual Prático} é livremente inspirado nesse aqui. Vai lá!

 

 

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{Manual Prático de Bons Modos: Cafeterias} A gente não quer só comida…

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Na semana passada, recebi uma cliente com um filhotinho de cachorro. Era uma tarde daquelas quentes e a cachorrinha com a língua para fora. Só amor. Muito lindo, tudo isso. Até a cena trágica:

[Barista] Que linda a sua cachorrinha! Será que ela gostaria de um pouquinho de água?

[Cliente] Água? Hmm. Você tem?

[Barista] Claro. Água do filtro. Eu coloco em um pote de sorvete para ela, pode ser?

[Cliente] Acho que ela não vai querer, mas tá bom, vai. Pó-de pôr.

Barista vai lá, no maior clima pet-friendly. Enche o potinho com água fresquinha e dá para a cachorrinha fofa, meiga, amor. Tudo lindo. Ambiente agradável é aquele que recebe bem você e o seu pet. Diz aí?

Quando, então, a cliente muito querida, montada na FALTA de NOÇÃO joga a água fora, sem NENHUMA cerimônia (em tempos de crise de abastecimento aquífero, veja bem) e dá o pote para cachorra brincar.

E morder.

E des-trui-ir.

[Barista] …??? !!!

{Manual Prático de Bons Modos em Cafeterias: Então. Quer água para o cão? Claro! Quer brinquedo para o cão? Não. Traga o seu de casa, que tal? Em tempo: outros cachorros, assim como o seu, já precisaram daquele pote que um dia existiu e estava intacto AC (antes do seu cão). Conservar objeto alheio é sempre bacana, mesmo que seja só um po-te de sor-ve-te. A gente agradece!}

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Notinha: só para lembrar que esse manual é livremente inspirado nesse outro aqui, genial.

{Manual prático de bons modos: Cafeteria} A regra dos cinco minutos

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Eu não minto para os clientes. Não é minha filosofia, sabe? Até porque, eu não sei mentir muito bem. Fica e-s-c-a-n-c-a-r-a-d-o.

Então.

[Cliente chegando, ainda ao lado de fora da cafeteria, fazendo careta para o sol que bate na mesa externa] Quero uma empanada. É de carne, né?

(Bom dia para sra. também, miss Simpatia! Como vai?)

[Barista, com sorriso tímido] Er… Bom dia! Ainda não tenho empanadas assadas, mas posso assar! Demora uns vinte minutinhos.

[Cliente, que agora ficou na dúvida se quer esperar] Ahm. 20, é? [pergunta para amiga ao lado] Quer esperar?….

(A amiga afirma positivamente e a cliente agora se dirige à barista/atendente/factotum com cara de mau-humor)

[Cliente} Ah. Tá. Duas empanadas para mim e duas para ela e…

[Barista, empolgada] Maravilha! Você gostaria de escolher o recheio? Tem carne, carne picante, carne com uva passa, requeijão com frango. E, na massa integral tem…

[Cliente, interrompendo, deixando claro que ela tem pressa, veja bem] Duas picantes para mim. Duas suaves para ela. E… um cappuccino e… um chocolate frio para mim. E duas broas. Não. Quatro, enquanto a gente ESPERA.

(Barista se vira nos trinta, põe as empanadas no forno, leva aguinha para agradar, faz o cappuccino, o chocolate frio, leva as broas e é isso, né? Agora resta esperar.)

Cinco (!!!) minutos depois…

[Cliente] Eu preciso de água. Tem? Preciso de água antes do meu café.

[Barista, já nervosa: Café? Que café? Não era café! Era cho-co-la-te fri-o, não era?! Xiii.. será que errei?] Er.. eu levei água para sra.. Tem uma garrafa lá na mesa.

[Cliente, avoada] Ah. Tá. Não vi.

(Ela não viu!)

[Barista, abrindo um sorriso simpático] Tudo bem!

[Cliente, insistindo] Sem querer ser CHATA, mas quanto tempo ainda vai demorar?

[Barista] Hmmm. (Vinte menos cinco dá…) 15 minutos?

{Manual prático de bons modos em cafeterias: Então. Eu sei que o tempo parece relativo, mas não é. Cinco minutos são cinco minutos. Vinte são vinte e… Ah, deixa para lá!}

 

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Esse {Manual} é livremente inspirado nesse daqui. Vai lá!

{Manual prático de bons modos: Cafeteria} Café Gelado

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Faz tempo que eu não publico um item do {Manual Prático}, né? E não que faltem idéias, é simplesmente falta de tempo para organizar o texto, encontrar imagens relacionadas etc. Mas hoje, uma cliente me inspirou a escrever o breve relato aí em baixo. Olha só.

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[Cliente] Bom dia. O que você tem aí? Café?

[Barista, montada na simpatia da manhã] Sim! Café, cappuccino, café com leite. Qual a senhora prefere?

[Cliente, gélida] Sei. E o que mais que você tem?

[Barista, meio decepcionada, tentando descobrir o que a sra. gostaria exatamente] Ahm. Tenho broa, e pão de queijo. …Ou.. chá? Suco?

(Não, não tem sorvete de casquinha e nem bigode de groselha. Não, não tem.)

[Cliente, impassível] Ah, tá, então. Não-é?

(Não é o quê, minha senhora?)

[Barista] …

[Cliente] Me vê, então, uma broa dessas e um café, por favor.

Barista se vira para fazer o café, colocar a broa no pratinho, tudo lindo, tudo bem, respira até dez, algumas dúvidas sobre a sanidade da cliente, mas o maior amor, sério.

Aí.

a cliente.

S O M E.

Barista sai em busca da cliente, já meio desesperada, e a encontra batendo papo (ou em um monólogo, vai saber) dentro do museu e avisa que o café está pronto.

[Cliente, com olhar meio distraído] Ah, óquei. Já vou, não-é?

Barista sorri de volta e diz que é. É, né?

Meia hora depois a cliente volta, senta em frente a xícara, beberica o café bem suavemente, e…

[Cliente] Eahm. Bem. O café está frio, não-é?

[Barista com a frustração estampada na cara, borrando o sorriso-sem-graça] É. É sim, minha senhora. É sim.

{Manual prático de bons modos em cafeterias: Juízo, não-é? Juízo ela não tem.}

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Lembro a todos de que esse {Manua} é livremente inspirado nesse outro aqui que já voltou ao ar (Iei!).

{Manual prático de bons modos: cafeteria} Pra você dar o nome

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Então. Deixa eu me apresentar: Meu nome é Luiza. Não, você não é obrigado a saber disso, por isso estou te contando, tá? E vou me apresentar quantas vezes for necessário, sem problemas. O maior prazer. Maior mesmo. Sério. Até mesmo porque eu, euzinha, também não sei o nome de todo mundo que passa por aqui. E a cabeça até é mais ou menos treinada, mas às vezes dá branco. Branco mesmo. Normal, tá?

Mas. Mocinha?

Mocinha, não. Tipo. Não. Não mesmo, por favor. Eu te chamo de mo-ci-nha? Nunca.

Ah, e por favor, também não chame os salgados na vitrine de “coiso”. Você come coiso? Eu não como, não. E também não vendo, não. E todo o meu amor para você, mas meio que “coiso” não rola. É salgado, é pastelzinho, é empanada, é pão de queijo. C-o-i-s-o … hmm. Não.

{Manual prático de bons modos em cafeterias: “Eu mudaria até o meu nome, eu viveria em greve de fome…” Mas. Não.}

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Esse {Manual} é livremente inspirado nesse outro aqui.

Nota: O [Manual Prático de Bons Modos em Livrarias] está fora do ar. Mas a Hillé dise que ele volta logo. Sim, ela disse. Quem? A mocinha. Digo, a Hillé. 😉

Nota 2: O título deste post é inspirado nessa música aqui do Tó Brandileone. O título. Só o título. Porque o resto não tem nada-a-ver.

{Manual prático de bons modos: cafeteria} Mas, tem café?

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A Hillé (inspiradora desse manual) fala montes sobre as pessoas entrarem em livrarias e perguntarem se ali são vendidos livros. Pergunta para a qual ela reage com indignação, e não é para menos: o que se venderia numa livraria, se não LIVROS?

Será que a lógica se aplica às…Cafeterias?

Então…

[Cliente] Oi. Tem cafezinho?

[Cliente] Oi. Aqui tem café?

[Cliente] Café?

[Cliente] Por favor, você teria café?

[Cliente] … E café, você tem?

[Cliente] Hm. E além de suco, você tem café?

[Cliente] Café, você teria?

[Cliente] Tem café?

[Cliente] Aqui vende café?

[Cliente] O que é aqui? Um RESTAURANTE? Será que você teria.. café?

[Cliente] E café? Tem?

[Cliente] Hmmm. Que gostoso, bolo! Mas e café? Você tem?

[Barista] Ahm. -_-

{Manual prático de bons modos em cafeterias: coffee is all we need!}

{Manual Prático: Cafeteria} eu só quero chocolate

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Era uma bela tarde de março, ou abril. Não sei ao certo. A primeira vez que receberíamos aqui na Casa um grupo de 40 (quarenta!!!) senhores e senhoras para visitar o Museu Xingu. Em meio a cinquenta cafezinhos e trinta pães de queijo saindo em ritmo de fábrica de parafuso, uma senhora me pediu um chocolate. Olha só:

[Senhora] Você tem chocolate?

[Barista, tentando sorrir, com pó de café nos cabelos] Tenho sim. Tem esse ao leite, o 40% cacau e esse outro que é branco.

[Senhora] …

[Barista, atribulada com mais três cafés e dez pessoas olhando para ela] ???

[Senhora, num mau humor ranzinza] Chocolate quente, minha filha, chocolate quente!

[Barista, se sentindo tapada] Ahhhnnn. Tenho sim.

Nessas, a senhora já tinha virado as costas para sentar em uma das mesas e nem deu tempo de perguntar se o chocolate que ela queria era grande ou pequeno.

Barista levou o grande mesmo, só para agradar. Vai que…

{Manual prático de bons modos em cafeteria:  “Vou chamar o síndico!” Ah. Ops. Essa é outra música, né?}