{Receita} O Irish Coffee, o St. Patrick’s Day e uma bebida quente fora de hora

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Hoje é comemorado o dia de São Patrício na Irlanda e, de alguns anos para cá, essa comemoração viaja para além mar junto com os descendentes dos irlandeses católicos e chega a países como o nosso que, a princípio, nada teria a ver com essa tradição.

Além de ser, talvez, o dia de santo mais comemorado no mundo – segundo a wikipedia – o dia do padroeiro da Irlanda homenageia também símbolos pagãos, como o duende Leprechaun, que guarda o pote de ouro e simboliza a alegria e a fartura.

Em alguns pubs paulistanos é comum se comemorar esse dia com a cerveja mentolada de cor verde, a cor da Irlanda, do trevo  de três folhas (símbolo do país) e a roupa do duendezinho.

Mas, para gente que gosta de café, não tem bebida melhor para esse dia do que o Irish Coffee.

Então, aproveitando a oportunidade, traduzi a receita de um vídeo que ensina a fazer o tradicional drink irlandês original, com uísque da terra do santo e até uma breve história envolvendo turistas americanos e o café brasileiro.

Clica aí para ver (em inglês):

Receita do Irish Coffee do vídeo:

Ingredientes:

  • Copo de Irish Coffee (taça com pé e alça lateral)
  • 150 ml de café de boa qualidade, coado e quente
  • 50 ml de uísque (na receita ele indica a utilização de um autêntico uísque irlandês, o Jameson)
  • 1 colher de chá de açúcar mascavo
  • 100 ml de creme de leite fresco
  • 3 grãos de café torrados para decorar

Modo de preparo

  1. Aqueça a taça com água quente e dispense o líquido (ele não diz isso no vídeo, mas é importante para evitar o choque térmico)
  2. Preencha 3/4 da taça com café coado ainda quente (o que dará aproximadamente 150 ml)
  3. Adicione 50 ml de uísque
  4. Adicione o açúcar mascavo
  5. Mexa bem, até dissolver o açúcar.
  6. Bata 100 ml de de creme de leite fresco até obter uma consistência firme, mas não tão firme quanto o chantilly. Você pode fazer isso utilizando um fouet (como no vídeo) ou uma coqueteleira.
  7. Dispense o chantilly na taça com a ajuda da colher de chá (ou bailarina, como no vídeo) até preencher a taça por completo. Aqui é importante colocar o creme com cuidado, mantendo a divisão entre o líquido escuro e a camada de creme, que deverá estar resistente e leve.
  8. Decore com três grãos de café.

O Irish Coffee raramente é consumido no Brasil, já que é uma bebida criada especialmente para os dias mais frios. No entanto, se você curtir um drink autêntico como esse, guarde a receita! Tenho certeza que ela será muito útil naquela madrugada de inverno em que a temperatura cai e tudo o que a gente precisa é uma iguaria quentinha…

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Lulu não tem costume de beber Irish Coffee, mas só de olhar o creme por cima do café ali no vídeo, já ficou com água na boca! Hmmmm!

 

Eles estão chegando!

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Conto? Não conto? Me empolgo? Disfarço?…

Conto, né? Melhor contar!

No ano passado, quanto estive participando da Semana do Queijo Artesanal, fiquei encantada com um café que cresce em meio à floresta no estado de Pernambuco.

Pernambuco não é tradicionalmente uma região considerada importante para o café de categoria especial, certificado. No entanto, o café que cresce naquelas bandas não pode ser mais doce e saboroso. A fazenda produtora – Yaguara – conserva os pés de café há anos, espalhados aleatoriamente na floresta, que, sim, eles insistem em conservar. Não se trata de uma produção tradicional, de quilômetros e quilômetros de terra plantada.

Eu nunca tinha visto isso. Achei genial. E, por estarem os pezinhos de café espalhados na fazenda toda, é claro que a colheita só poderia ser manual.

Além disso, atualmente eles estão desenvolvendo processos de fermentação dos grãos, o que contribui para a melhoria do resultado na xícara. Lembra que conversamos sobre fermentação aqui?  E, se não bastasse, a Yaguara é uma fazenda que se preocupa com a própria torra. Em cafeterias pequenas, como a minha, não é possível torrar o café localmente, investir em um torrefador, ter um mestre de torras preparado para liderar com as nuances do grão e fazer blends complexos e saborosos. Então, é muito importante que a fazenda produtora se aprofunde no conhecimento do seu produto e desenvolva uma torra que só irá valorizá-lo. Ótimo. Eles fizeram isso.

Então.

O resultado desse trabalhão todo chega provavelmente na semana que vem por aqui. A Tatiana, responsável pela fazenda, me mandou um doce e-mail dizendo que os pacotinhos já estão a caminho! Alegira, alegria!

Assim, tem novidade no nosso café na semana que vem!

Ainda continuaremos com o Unique, que tem o meu coração por ser um grão de alta complexidade e receber igualmente um tratamento cuidadoso. O selo orgânico deles tem me surpreendido a cada pedido.

Se tudo der certo, ficaremos com os dois!

Passa aqui para experimentar e dizer o que você mais gosta?

Logo mais aviso da chegada desse capricho pernambucano!

Imagem: Cafezine (vale a visita)

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Lulu quer fazer uma sessão de degustação de cafés. Quem topa?

{Especial Café} Outros métodos

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metodosdeextracao

Vamos brincar de conhecer outros métodos de tomar café?

Há milhares de formas de se fazer a bebida e de consumi-la. O café tem gosto tão marcante e é tão apreciado em todo o mundo que a todo o momento tem gente aprontando novos métodos de extrair o café, de coá-lo, de bebê-lo, de utilizá-lo como ingrediente em doces e salgados (!) que acho que vale a pena brincar um pouquinho com isso, não acham?

Ainda estou na minha escala de aprendizado da bebida, mas queria começar uma série aqui com as diferentes formas de se extrair café, que nem todos conhecem ou praticam.

A ideia é contar um pouco dos parâmetros do espressoexplicar como o café coado pode ser melhorado na sua casa, e apresentar outras formas de fazer café, algumas mais populares (frenchpress) e outras mais inovadoras (aeropress).

Então, a partir da semana que vem, toda terça-feira, tem post sobre os métodos de extração do café!

Combinado?

Vou tentar não atrasar nenhum e nem pular a semana, mas se acontecer, não fiquem chateados, ok?

Até lá!

 

Imagem: pinterest

conversinhas…

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E esse calor, hein? Feliz ano novo! Como passaram as festas? As pequenas férias? Voltaram? Mal saíram? Tudo bem, réu confessa que sou digo que: fugi!

Fugi para o berço de águas que existe na Serra da Mantiqueira, entre o Rio de Janeiro e às Minas Gerais. Foi bom. Foi gostoso. Foi pouco. Sempre é pouco, não é?

Passamos a virada sob um pinheiro, Chico e eu. Lutando contra o sono e lendo um livretinho – “Bom é o que acaba bem”, do Shakespeare. Com direito à comidinhas encomendadas das meninas mais lindas de Visconde, Noemi e Renata, proprietárias desse lindo cantinho aqui. O site não lhes faz justiça, é verdade, porque elas e o lugar são muito mais especiais do que a internet nos conta. Melhor assim, talvez. =)

Estou de volta, pessoal. E comigo, o Café da Casa. Bolos da Mayra, cookies do Thierry, café da Luiza. É assim que a gente começa o ano. Eu vou aqui repensando coisa ou outra, porque é normal nessa época, não é?

Enquanto isso, sintam-se sempre e muito bem vindos a esse ano e a esse espaço. Que por aqui, além de bons cafés e comidinhas no maior estilo conforto, vocês encontrem pausas, descanso e muita paz para essa nossa vida corridinha de São Paulo.

Até já!

{Fim de Ano}

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Então chegou. O fim do ano. Acontece, depois de vivermos tão intensamente durante semanas, o ano chega ao fim. O Café está fechado, mas eu estou por aqui, me recolhendo devagarinho.

Hoje foi o meu primeiro dia de férias, de fato. Fui ao cinema, terminei as compras de natal, almocei sem pressa. Foi bacana. Me dei o direito – e também a vocês – de tirarem umas feriazinhas do café. Lugar querido, mas que também precisa de pausa, para as energias se reequilibrarem.

Amanhã é dia de cozinhar para família. Eu, que já cozinho tão pouco, vou de tender e mousse. Se ficar bom, eu conto. Se não ficar, conto também. 😉

Depois, vou dar uma escapulida. Rápida. Perto. Os planos são: dormir, comer direito, ler… Nada que exija compromissos. Se der, vou fazer pão. Se der, vou buscar inspiração. É assim que a gente faz: busca inspiração quando descansa. Fala com as pessoas. Vê coisas diferentes. E é isso que eu vou fazer.

Espero que vocês também tenham alguns dias de descanso. Ou descanso entre os plantões que talvez tenham que fazer. De qualquer forma, desejo muita inspiração nesse final de ano. Que a gente possa fechar os olhos e imaginar um ano bonito, esse que vem.

Obrigada a todos pela passadinha no café durante esse ano. Obrigada pelas idéias trocadas, pela presença, pelo carinho.

Vou deixar duas imagens de clientes queridos, representando tantos outros que andaram por aqui. Afinal, são esses sorrisos que me enchem de alegria e energia para continuar. Obrigada mesmo!

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Um abraço forte. Um novo ano maravilhoso!

Com carinho,

Luiza

Obs.: Voltamos dia 8/1. Até lá!

 

{Relato} Mini férias em Inhotim

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Voltei de férias no domingo. Vôo tenso no meio da tarde. Aeroporto em Confins – MG abriu e fechou por causa do mau tempo, atrasando o vôo em meia hora. Tráfego aéreo em São Paulo aumentou a viagem em mais 30 minutos – no ar. Pensa: você chegou, mas não pode pousar porque… ora, porque não tem como. Então o avião fica dando voltas e voltas. Tenso.

O Veríssimo (o filho) me salvou nessa. Chico e eu ficamos lendo um livreto de crônicas engraçadinhas sobre relacionamentos e deu para dar uma distraída enquanto o piloto enrolava até ter autorização para pousarmos.

2014-11-20 14.51.49Chegando em Brumadinho

Desembarcamos no aeroporto de Confins e fomos levados para a pousada na cidade de Brumadinho-MG, onde fica o parque. Brumadinho é uma cidade que conta hoje com 35 mil habitantes, mas está longe de ser uma cidadezinha colonial do interior de Minas Gerais.

Integrando a região metropolitana de Belo Horizonte (aproximadamente uma hora e meia ou 60 km de distância), Brumadinho tem pouco interesse – até agora – na atividade turística. Sua fundação está baseada na exploração das riquezas minerais da região e, até hoje, boa parte da economia da cidade é focada nessa atividade.

Instituto Inhotim

O empresário mineiro Bernardo de Mello Paz idealizou o projeto do instituto já na década de 1980, mas foi somente nos anos 2000 que o parque começou a tomar corpo e finalmente passou a ser aberto ao público em 2006.

Além de abrigar diversas galerias e obras ao ar livre de artistas contemporâneos, o espaço recebe um imenso cuidado de jardinagem e atividade botânica, contando inclusive com um viveiro, no qual são cultivadas as mudas a serem plantadas no parque, e um Vandário (foto abaixo).

Vale aqui mencionar o artista pernambucano Tunga, que foi grande influenciador de Bernardo Paz em seu projeto de investimento em arte e cultura. O parque o homenageia com duas galerias exclusivas, a última inaugurada em 2012.

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  • Galerias e Obras externas

São 22 galerias e mais 22 obras expostas ao ar livre. Em cada galeria, uma experiência diferente que passa por contatos sonoros, táteis e visuais de grande intensidade.

Nas obras ao ar livre, há aquelas que convidam a contemplação, as que trazem incômodo e as que permitem uma interação, como é o caso da Piscina de Jorge Macchi (abaixo)

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Impressões

Apesar do parque ser lindíssimo, a visitação às obras não é simples ou de fácil absorção. A arte contemporânea ali instalada traz à tona muitas referências incômodas (violências, prostituição, amarras, obstáculos, pesadelos, ruídos, drogas…), as galerias são escuras e há muito uso do vermelho vivo, intenso.

Chico e eu pegamos dias ensolarados, quentes e muito claros, o que ajuda a aliviar um pouco essa sensação trazida por parte das obras. A arquitetura dos prédios também é bastante interessante e equilibra bem a paisagem externa ensolarada com o interior escuro das galerias.

Galeria Cosmococa, que trata do universo das drogas.

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O Sonic Pavilion, do americano Doug Aitken:

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A galeria da artista Adriana Varejão:

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E a galeria exclusiva de Lygia Pape, com apenas uma instalação em seu interior:

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Abaixo, algumas instalações externas. A primeira do Hélio Oiticica e a segunda da japonesa Yayoi Kusama:

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Comentários finais

É inegável que a iniciativa e o empreendimento do Instituto Inhotim é de uma coragem e de uma contribuição inenarrável para cultura brasileira. Há muito mais pessoas interessadas em visitar esse espaço do que eu jamais pensei. O parque estava lotado nos dois dias em que estivemos lá (sexta e sábado), recebendo cerca de 2.500 pessoas/dia, auxiliadas em média por 1.500 funcionários.

Mesmo com tantas pessoas, não enfrentamos filas nas galerias e nem dificuldades em usufruir dos toaletes ou do sistema de transporte interno (R$40,00 por pessoa/dia). Por outro lado, a infraestrutura de alimentação é sofrível.

2014-11-22 15.20.02Inhotim conta hoje com dois restaurantes: um self-service (R$55,00/pessoa durante a semana e R$65,00/pessoa aos finais de semana e feriados) e um restaurante por quilo em que é possível fazer reservas. Além dos restaurantes, havia duas lanchonetes abertas e uma cafeteria.

Os espaços para alimentação lotam no horário de almoço e não dão conta da quantidade de gente, mesmo aceitando reservas, causando um transtorno para os visitantes que chegam a reservar mesas de um dia para o outro.

Em contrapartida, há sim espaços adicionais que ainda encontram-se fechados, como a pizzaria e outras lanchonetes. A previsão para abertura desses espaços ainda é desconhecida.

  • Sobre o café

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Sim! Eu preciso falar do café!

O café servido no parque é da três corações. Só consegui tomar uma xícara de café com leite, feita com máquina de cápsula e, claro, para Minas – maior estado produtor do grão – foi um pouco decepcionante.

Por outro lado, achei bacana ter uma empresa de cafés como parceira de Inhotim. Ponto para eles!

Bom, acho que foi isso! Agora estamos de volta para dar esse gás no finalzinho do ano. Abaixo, mais algumas imagens para você viajar comigo!

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Imagens: Arquivo Pessoal

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Lulu gostou do passeio e indica! E você? Já foi a Inhotim? O que achou?

 

 

{Agenda e Novidade} Feriado + Estagiária

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Então. Verônica começou na semana passada. E, sim, doutor, deu uma aliviada nas dores e no cansaço. Estagiária de duas doses por semana já permite respirar mais leve, abrir mão da louça e sair para almoçar sem ter que fechar a lojinha, digo, o café, e sem levar culpa por isso.

É querida, a estagiária. Fofa. Está aprendendo, já tira café, cobra dos clientes, arruma a geladeira, fica confusa ~ bem-vinda, Verônica! ~ mas segura a onda! Uhuu!

Nunca mais faço loucura. Loucura de virar 14 horas em pé, sem almoço e janta. Quer dizer, faço. Faço sempre uma loucurinha cá e lá. Quando possível (ou quando não tem jeito, né?), a gente segura tudo sozinho mesmo, no malabares.

Mas ontem foi o lu-xo. Cheguei 9h30, às 13h00 já tinha estagiária fofa, que foi embora às 18h30, quando então a freela (querida!) chegou aqui na porta, esperando para trocar o avental e pegar no turno da noite.

Às 23h30 eu estava em casa. E sorria feliz, sem exaustão. Mundo lindo esse. Lindo mesmo. ❤

E, além-do-mais, euzinha vou tirar umas mini férias! Ié-ié! #quemnunca? Tá, micro-férias. É uma juntação de feriado, na verdade. Dia 20 é um feriado. Sexta-feira é… emenda! Sábado não abro. Domingo, tô de volta!

São quatro dias de Inhotim! Tinha convite para conhecer fazenda de café no meio, mas sabecumé, o marido mata. A chata-do-café não pode abusar nas férias, né? Nóia tem limite.

Dispensei, então, a visita na fazenda, mas vou visitar a Academia do Café em BH. Não dava para não ir em uma das cafeterias referência de Belo Horizonte. Passeio esse que ficou para domingo, no caminho de volta para casa, entre Brumadinho e o Aeroporto.

Então é isso. Post rápido para contar que tem gente nova no pedaço e que o café estará em recessinho de quatro dias a partir de amanhã.

Quem quiser vir passear comigo, me segue lá no instagram (@luizaburleigh). Se a internet permitir, vou postando fotos das mini-férias.

Um beijo, um queijo, um desejo de mini feriadinho para vocês também!

Até segunda!

* Imagens: Arquivo Pessoal e Inspiration Travel

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Lulu quer des-can-sar!