{Especial Café} Outros métodos

Padrão

 

metodosdeextracao

Vamos brincar de conhecer outros métodos de tomar café?

Há milhares de formas de se fazer a bebida e de consumi-la. O café tem gosto tão marcante e é tão apreciado em todo o mundo que a todo o momento tem gente aprontando novos métodos de extrair o café, de coá-lo, de bebê-lo, de utilizá-lo como ingrediente em doces e salgados (!) que acho que vale a pena brincar um pouquinho com isso, não acham?

Ainda estou na minha escala de aprendizado da bebida, mas queria começar uma série aqui com as diferentes formas de se extrair café, que nem todos conhecem ou praticam.

A ideia é contar um pouco dos parâmetros do espressoexplicar como o café coado pode ser melhorado na sua casa, e apresentar outras formas de fazer café, algumas mais populares (frenchpress) e outras mais inovadoras (aeropress).

Então, a partir da semana que vem, toda terça-feira, tem post sobre os métodos de extração do café!

Combinado?

Vou tentar não atrasar nenhum e nem pular a semana, mas se acontecer, não fiquem chateados, ok?

Até lá!

 

Imagem: pinterest

{Relato} A quinta dimensão em uma loja de especiarias

Padrão

Não. Não fui tão longe. Fisicamente, ao menos.

Com a Verônica aqui no final do ano, consegui tirar uma hora de almoço umas duas vezes e na última me aventurei no número 856 da R. Min. Rocha Azevedo. Tinha vontade de ir lá desde sempre, mas a loja tem horário inviável para mim: das 9h30 às 18h30.

Trata-se de uma lojinha – apesar da marca ser conhecida – de especiarias. Um corredor recheado de vidrinhos, potinhos, saquinhos como você jamais sonhou.

Eu, que nunca tinha entrado numa lojinha especializada em temperos, fiquei com um grande ponto de interrogação estampado na cara. Uma senhora, saída do balcão com seus cabelos prateados ofereceu ajuda, a qual recusei de imediato. Pura timidez, sabe-como-é…? Afinal, não era o que eu esperava. Não conseguia distinguir nada ali, naqueles infinitos potes rotulados em etiquetas alaranjadas.

Dei uma volta de reconhecimento. Não era possível! Tinha que me entender ali. Me veio a imagem do personagem do  Matthew McConaughey no Interestelar (se você não viu, veja!), preso em um quadrado sem sentido. Mas aí é que as outras dimensões começaram a saltar na minha frente: Parei em uma prateleira com temperos guardados em vidrinhos e etiquetados em ordem alfabética. Cada qual com a descrição da sua origem, as indicações de uso, a composição de ervas aromáticas, especiarias e outros elementos presentes. Passei a viajar da Índia ao Egito, à América Central, passando pela Amazônia, sem deixar de visitar vilarejos norte-americanos que com certeza cheiram a apple pie.

Não é possível sentir o perfume dos vidrinhos, mas as descrições são tão precisas, que os sabores e cheiros vêm à mente quase que imediatamente.

Mas e aqueles que não conhecemos? Os rótulos contam para gente: sabores pungentes, delicados, use apenas esse tempero, despensa outros, toque de acidez, amargor… enfim, infinitas descrições sinestésicas.

Eu viajei sem saí do lugar. Lá fora, uma bruta chuva. Dentro de mim, uma aventura! Levei quatro vidrinhos, três para presente e um para mim, que foram cuidadosamente embrulhadinhos pela simpática senhora lá dentro.

Você já foi visitar alguma lojinha de especiarias? Sentou com o cara da feira que você vai e perguntou sobre coisas que você nunca experimentou?

Chico e eu experimentamos pitaia nessas férias, das mãos do dono da barraca de frutas lá do mercado em frente à minha casa. Outras sensações. É incrível como o nosso cérebro fica procurando referências (Melancia? Kiwi?) e, quando não encontra, entra em parafuso. Primeiro gostamos. Depois não. Ah, mas é azedo. Mas e a textura?

Qual foi a sua última experiência com algo novo? Não precisa ser exótico, basta ser algo que você nunca teve a audácia de pôr na boca e, de repente, ficou interessado. Me conta?

_________

Lulu acha que a gente precisa experimentar tudo várias vezes nessa vida.

sexta-feira é dia de alegria

Padrão

 

fb4a6401bc7fe5882458cca7b5d24816

Então. Me conta. Sexta-feira é dia de sossego total. Ainda mais no verão. Então senta aí e me conta o que você vai fazer nesse final de semana. Eu tenho trabalho marcado para o sábado, mais um mexicano para o domingo. Mas estou perguntando para você porque eu queria mesmo saber se você vai assim conhecer algum café diferente. Tenho saudades de conhecer cafés diferentes. O último que fui conhecer mais assim, diferente mesmo, foi o Lady Fina que agora não é mais café e virou uma espécie de casa de eventos. Espertos, eles. Mas tenho uma lista de cafés/casas de chá que eu tenho vontade de conhecer. Tipo esses:

  • Urbe Café
  • Bike Café
  • Sofá Café de Pinheiros
  • Nicecup café
  • King of the fork (K.O.F)
  • Café Container em Campinas
  • O café de um colega do curso de barismo que fica lá na Aldeia da Serra e queria saber se ele se deu bem… Mas não me lembro mais o nome do lugar. =(
  • Lá da Venda
  • Teakettle
  • Academia do café em BH (acabamos não indo, porque estava fechada quando estivemos por lá no ano passado)
  • Ateliê do Grão em Goiânia
  • Barista Coffee Bar do Leo Moço em Curtitiba
  • Curto Café no Rio de Janeiro

Tá vendo? A lista é grande. Já foi em algum desses? O que achou? Me conta?

Se for passear por aí, praias e tals e achar uma cafeteria bacana, me conta também? E, mesmo que você não esteja no humor do café, por causa do calor, de repente rola uma bebida gelada com café, um sorvete de café, ou coisas assim.

Vou adorar se você compartilhar comigo suas andanças, experiências, impressões bacanas.

Quem sabe consigo ir em um desses no final do dia no sábado?

Se for, eu conto aqui, pode deixar!

 

 

O mundo inteiro para chamar de seu

Padrão

wordldomination

 

Hmmm. Não seria mal. Seria? Mas..Errr. Não! Ao menos não esse mundo. O mundo inteiro, digo. Se faço planos é para dominar o mundo que é meu. E só. E tá bom. E basta. Cada um no seu quadrado mundo. E já é difícil o nosso próprio, quem dirá o mundo todo. Os dos outros. O do seu vizinho aí de baia. Não olha para ele agora, porque ele vai achar que você está tramando alguma coisa. Olha para cá. Isso. Para cá. Ou levanta para ir ali tomar um cafezinho – se você já não estiver fazendo isso.

Agora respira. Fundo. Não muito fundo para não dar bandeira. Dê aquela esticadinha básica. Uma es-pre-gui-ça-da. Ahhh! Mas sem bocejo, se não o chefe vai achar que você está de corpo mole “como-assim-bocejo-no-começo-do-ano?”. Não. Então, sem bocejo. Só espreguiçada. Foi? Voltou para sua mesa? Então vamos conversar dois minutinhos. Talvez menos. Deve durar menos o meu monólogo por aqui.

Talvez não dure nada.

 

conversinhas…

Padrão

 

2014-12-18 10.30.53

E esse calor, hein? Feliz ano novo! Como passaram as festas? As pequenas férias? Voltaram? Mal saíram? Tudo bem, réu confessa que sou digo que: fugi!

Fugi para o berço de águas que existe na Serra da Mantiqueira, entre o Rio de Janeiro e às Minas Gerais. Foi bom. Foi gostoso. Foi pouco. Sempre é pouco, não é?

Passamos a virada sob um pinheiro, Chico e eu. Lutando contra o sono e lendo um livretinho – “Bom é o que acaba bem”, do Shakespeare. Com direito à comidinhas encomendadas das meninas mais lindas de Visconde, Noemi e Renata, proprietárias desse lindo cantinho aqui. O site não lhes faz justiça, é verdade, porque elas e o lugar são muito mais especiais do que a internet nos conta. Melhor assim, talvez. =)

Estou de volta, pessoal. E comigo, o Café da Casa. Bolos da Mayra, cookies do Thierry, café da Luiza. É assim que a gente começa o ano. Eu vou aqui repensando coisa ou outra, porque é normal nessa época, não é?

Enquanto isso, sintam-se sempre e muito bem vindos a esse ano e a esse espaço. Que por aqui, além de bons cafés e comidinhas no maior estilo conforto, vocês encontrem pausas, descanso e muita paz para essa nossa vida corridinha de São Paulo.

Até já!

{Fim de Ano}

Padrão

Então chegou. O fim do ano. Acontece, depois de vivermos tão intensamente durante semanas, o ano chega ao fim. O Café está fechado, mas eu estou por aqui, me recolhendo devagarinho.

Hoje foi o meu primeiro dia de férias, de fato. Fui ao cinema, terminei as compras de natal, almocei sem pressa. Foi bacana. Me dei o direito – e também a vocês – de tirarem umas feriazinhas do café. Lugar querido, mas que também precisa de pausa, para as energias se reequilibrarem.

Amanhã é dia de cozinhar para família. Eu, que já cozinho tão pouco, vou de tender e mousse. Se ficar bom, eu conto. Se não ficar, conto também. 😉

Depois, vou dar uma escapulida. Rápida. Perto. Os planos são: dormir, comer direito, ler… Nada que exija compromissos. Se der, vou fazer pão. Se der, vou buscar inspiração. É assim que a gente faz: busca inspiração quando descansa. Fala com as pessoas. Vê coisas diferentes. E é isso que eu vou fazer.

Espero que vocês também tenham alguns dias de descanso. Ou descanso entre os plantões que talvez tenham que fazer. De qualquer forma, desejo muita inspiração nesse final de ano. Que a gente possa fechar os olhos e imaginar um ano bonito, esse que vem.

Obrigada a todos pela passadinha no café durante esse ano. Obrigada pelas idéias trocadas, pela presença, pelo carinho.

Vou deixar duas imagens de clientes queridos, representando tantos outros que andaram por aqui. Afinal, são esses sorrisos que me enchem de alegria e energia para continuar. Obrigada mesmo!

IMG-20141119-WA0006

2014-11-13 13.41.31

Um abraço forte. Um novo ano maravilhoso!

Com carinho,

Luiza

Obs.: Voltamos dia 8/1. Até lá!

 

{Relato} Experiência Gastronômica em BH

Padrão

 

Comer em Minas Gerais soa como o paraíso na Terra, não é? É. Porém, confesso que na minha última visita por ali a experiência da comida caseira mineira, infelizmente, deixou muito a desejar.

Além do parque de Inhotim não oferecer estrutura de alimentação para todos os visitantes, as lanchonetes não oferecem bolinhos caseiros, pães de queijo e cafézinho passado na hora. Pelo contrário: o negócio ali é quibe congelado, chocolate industrializado e café de cápsula. Decepcionante?

Bom, se o parque se isenta da responsabilidade de promover a culinária local nas “lanchonetes”, não posso opinar em relação aos restaurantes internos, porque não tive a oportunidade de experimentá-los. Mas já ouvi falar que são muito bons. Ufa!

De qualquer maneira, também era de se esperar que nas pousadas houvesse um cuidado com essa questão. Café fresquinho, pães e queijos variados, etc. E, claro, nos restaurantes da cidade, seria oportuno um lugarzinho que aplacasse a nossa sede por comida caseira.

Nos quatro dias que ficamos por ali, não encontramos nenhuma dica de um restaurante local que fizesse comida local. Na pousada que ficamos, apesar de ser anexa à uma fazenda, o café da manhã era repleto de torradas Bauducco, pão de forma de supermercado e biscoito de polvilho industrializado. O pão de queijo era disputado a tapas, hahaha. Um salve-salve para a manteiga, com mais cara de caseira. No jantar, o ponto alto era a pizza. A pizza, pessoal. E, na mercearia da pousada, em que você espera encontrar doce de leite, goiabada e queijos, achei vários pacotinhos de salgadinhos diet, sem lactose, sem glúten, sem açúcar, sem graça, sem nada.

Bom. E aí?

E aí que não dá para ir às Minas e não comer uma comidinha justa. Chico e eu fomos então atrás de um restaurante em Belo Horizonte. Eu já tinha ouvido falar da Belo Comidaria, mas na internet a informação é de que o lugar fechou. Fuçando, encontramos o Trindade, em Lourdes.

O que falar do Trindade?

A nossa experiência foi boa e a comida estava sim, deliciosa. Entretanto, ao nosso lado, um casal já se irritava com a demora dos pratos. Restaurante pequeno, talvez novo, que se atrapalha um pouco com o movimento. Além disso, os preços são um pouco salgados sim.

Pedimos uma entrada que se revelou bem minimalista, servida em um granito retangular com alguns legumes em conserva (um de cada), um queijinho de cabra e um pãozinho quente, embrulhado em papel com barbante. Apresentação fofa, é verdade. Mas era tão pouquinho que quase não deu para aproveitar. Mais descrições sobre essa entrada/couvert aqui.

filearrozproibido

Os pratos principais, só sucesso! Eu me esbaldei em um filé servido com brotos de beterraba (gosto sutilíssimo) e um arroz proibido (que parece feijão preto na foto), infinitamente saboroso. Chico foi no picadinho, com farofa, banana e ovo frito. Verdade que o prato dele é muito mais da autêntica culinária brasileira e cumpriu seu papel: estava muito bom e ele comeu em garfadas lentas, adiando o término. Tudo isso regado por um choppinho bem tirado.

picadinho trindade

Para a sobremesa, um brûleé de doce de leite Viçosa, gostoso. No cardápio tem a opção de café coado individualmente na chemex com um grão bem bom – que não me lembro agora qual é… – e fiquei muito feliz. Mas, quando pedi, não tinha. Àquela hora, só o nespresso. =(

Comentários finais

2014-11-23 14.39.14

O restaurante aspira ser um lugar que respeita e enaltece a cultura local – tem até uma vendinha com artigos da tão querida Mercearia Paraopeba (Itabirito – MG). Acho apenas que: 1) exagera no preço e 2) afrescalha a apresentação. O típico ciclo vicioso de restaurantes de culinária contemporânea que buscam uma pegada brasilianista. Não basta ser gostosos e aconchegante. Para ser incluído nos roteiros gastronômicos precisam de invenções gourmets, precisam chamar todos os pratos pelo diminutivo – saladinha, porquinho, linguicinha, tulipinha… – e precisam cobrar caro.

De qualquer forma, valeu muito a visita. Quer colar lá e tirar as suas conclusões? Segue o endereço aí em baixo:

Trindade 

Endereço: Rua Alvarenga Peixoto, 388

Bairro: Lourdes

Telefone: (31) 2512-4479

Lugares: 80

Horário:18h/0h (sex. e sáb. 12h/1h; dom. só almoço 12h/17h; fecha seg.)

http://www.trindadebrasil.com.br/

Está na dúvida e quer ler outras opiniões sobre a experiência no Trindade?

Guia BH: Trindade Restaurante Bar Bistrô por Chata de Galocha

Imersão no novo cardápio do Restaurante Trindade em Notas de Sabor

Imagens: Arquivo pessoal (Francisco e Luiza), Notas de Sabor e Pinterest