{8º Paladar} Eu fui! (#1)

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Ando calada por aqui, né? Só muito trabalho, um tanto de cansaço e muitas, muitas coisas rolando na minha cabeça sem ter o tempo certo para executar, amadurecer, entender.

Mas está valendo. Tá tudo certo!

Estou devendo as minhas impressões sobre o 8º Paladar Cozinha do Brasil. Pois bem. Eu fui e tenho meia dúzia de prosa para botar em dia.

A minha primeira impressão é logo péssima. Hahaha. Uma desorganização e uma burocracia sem-fim que começou já na hora da compra dos ingressos pelo Ingresso Rápido. Ó céus, que saga! Mas, depois de uma tarde aqui no computadorzinho do café, indo e vindo, garanti todas as palestras que eu queria e podia ($$) assistir.

A primeira foi um resgate daquele encontro de queijos que eu fui em Julho. Foi uma delícia ouvir o Bruno Cabral, do Mestre Queijeiro contando sobre os queijos produzidos no Brasil ao lado do Fernando de Oliveira, d’A Queijaria. Pensei comigo: é um outro modelo de negócio, sabe? Os caras são tão convictos da importância do que fazem que palestram juntos. Não tem esse papo de concorrência. Tem sim parceria, cumplicidade, troca. Amei ver os dois juntos.

queijosA degustação foi interessante: Dez queijos (digo, nove, já que faltou um no meu prato!) de diferentes regiões brasileiras, feitos artesanalmente, mostrando que, finalmente, os produtores começam a experimentar formas alternativas de produção, ousando e brincando.

[Nota mental 1: introduzir queijo para acompanhar o café!]

[Nota mental 2: visitar o Capril do Bosque urgente!]

oqueequetem

Depois dos queijos, looonga espera para ver a Neide Rigo, a Mara Salles e a Ana Soares na palestra sobre mistura. A sala lotou e ficou gente sentada nas escadas, além de um pessoal que ficou na porta conversando, atrapalhando o tráfico tráfego, quer dizer, o papo. Mas foi de-li-ci-o-so ouvir as três resgatando as experiências de cada uma com a comida, despindo preconceitos, trazendo jiló refogado, macarrão ao forno, chuchu e infinitas verduras, além de cozidos servidos frios – que ficam melhores para as marmitas – carnes de segunda transformadas em pratos simples, cheios de resgate histórico. As três pareciam bruxinhas e fadinhas saltitantes e serelepes contando suas histórias ao redor do fogão, rasgando folhas e mexendo o feijão. Foi inesquecível!

Terceiro e último encontro do primeiro dia: Fermentação. Agora chegamos na nossa área, né? Mariano Martins, responsável pela fazenda Santa Margarida e pela marca Martins Café trouxe em detalhe e muito bem apresentado, o processo de fermentação do grão, as diferentes formas de fazê-lo no terreiro de secagem nos tanques de fermentação (presta atenção, Luiza!) e os benefícios que ele conseguiu trazer para a sua produção a partir daí, posto que a fazenda da família fica localizada em uma região que, historicamente, não produz bons cafés por causa do excesso de umidade e chuva. Genial! Amei também!

Para arrematar, sai correndo dali e fui ver Chef, um filminho alto-astral sobre um cozinheiro que recebe uma crítica sofrível e resolve mudar o rumo da sua vida profissional.

Um sábado cheio de assuntos gastronômicos e culinários, para ninguém botar defeito, né?

Logo mais, conto sobre o dia 2!

 

 

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