{Reflexões} A arte de ser quem se é.

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Acabo de me sentir meio-revoltada (só um pouquinho), meio atrapalhada, meio triste, parte culpada, parte com vontade de aceitar as coisas como são.

Quem conhece o café já viu, já sabe. São 10 lugares, sendo dois – sim, apenas dois – cobertos. Os outros 08 lugares são distribuídos em três mesinhas, que ficam na área externa na Casa Amarela, quase um corredor de passagem entre a loja e o museu.

É o que dá, é o que é. E quando tem sol, é tudo lindo.

O problema é quando chove. Quando chove, não tem onde ficar, se não ali, no balcão, na minha frente. Olhando para mim, para linda obra do Fernando Coelho, para as peças de cerâmica da Maria Ruth Malta.

Sexta-feira, porém, levei uma esnobada de quatro possíveis clientes porque não havia lugar para sentar, assim, confortável para os quatro. Eu entendo. Entendo muito que é chato chegar em um lugar e, puxa vida, não ter lugar para sentar.

Nesse momento me vieram tantas e variadas sensações, entre a culpa e a dúvida por não conseguir oferecer nada mais aconchegante naquele momento do que um café quente, ali, em pé mesmo.

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Mas talvez, o Café da Casa seja isso. Um lugar que só tem uma atendente, com assentos ao ar livre, em que dias de sol são mais convidativos que os dias de chuva.

E, sabe? Inspiradores alguns clientes aqui do café que no frio, na chuva, na falta de luz, me abraçam com sua companhia e me tranquilizam, dizendo sem palavras que sim, está tudo bem em ser pequeno, em ser confuso, às vezes, em ser, ao menos por enquanto, só assim.

Então. É isso.

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Por enquanto, é só assim. Por hora, não tem mesa coberta, pessoal. Mas tem café, que eu garanto ser do bom, tirado com cuidado. Tem bolo simples de confeiteira estudada e delicada, pão de queijo e broa de milho.

E eu vou aqui, nesse treino constante, de assumir quem sou, de assumir que esse Café é o que é, em busca de melhorias sempre, mas sem sentir vergonha do que já somos e conquistamos, graças a clientes queridos, amigos, familiares e grandes companheiros de caminhada.

Em frente!

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7 comentários sobre “{Reflexões} A arte de ser quem se é.

  1. Que texto LINDO! A magia deste lugar está em ser pequeno, no atendimento de qualidade, na perspectiva da luz solar (e também da chuva, por que não?) das conversas as vezes rápidas e dos pedidos que entre uns prédios e outros, fazem desta casa o melhor café que existe na região!

    • Luiza

      Amiga querida que sempre dá força nessas horas! Obrigada, Má! Você é uma grande inspiração para mim, você sabe! Adorei receber a sua equipe por aqui, todos queridos, engajados, compreensivos, curiosos e abertos a novas experiências! Adorei! Obrigada!

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