De cada lado.

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Em uma noite nos idos anos da primeira década deste século, um cliente me ensinou sobre o ph da água de garrafa. O ácido, o alcalino. A temperatura na fonte, a diferença de sabor entre um ph 8 e um ph 5,5 revelado nos rótulos das águas minerais.

Depois disso, nunca mais águas com ph abaixo de 7 foram possíveis para mim. Repara.

Ele me ensinou o que sabia de maneira tão espontânea e com tanta propriedade – além de uma certa arrogância divertida -, sem nunca me dizer o seu próprio nome. Curioso, né?

É. Mas acontece.

Com quase 4 meses de Café da Casa, eu adoro a possibilidade de qualquer troca como essa, as conversas rápidas com os clientes, os comentários sobre as manchetes do jornal. Gosto de frases soltas como “esse bolo com café salvou o meu dia”, ou “preciso trazer minha namorada aqui”. Me pego perguntando sobre o Corithians, filmes geek e dietas vegetarianas.

A verdade é que rola. É claro que rola. Rola uma identificação e uma curiosidade imensa entre as pessoas em pé, nesse encontro tão casual entre o pedido e o café.

The man at the Counter, pequeno curta com duração de 8 minutos, é uma faceta dessa troca que se pode ter com um cliente. Aquele que vem, e pede, e fala pouco, mas volta. E volta. E volta  quase todo dia.

A gente, desse lado, espera. Espera, sim. E tem muitas perguntas não feitas que se dissipam feito nuvem em sorrisos de “até logo”.

 

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